Bolieiro diz que situação na região é complexa mas a “menos grave” do país

© JEDGARDO VIEIRA

O presidente do Governo dos Açores reconheceu esta terça-feira, 26 de janeiro, que a situação na região a propósito da covid-19 é “complexa”, mas, na comparação com o todo nacional, é a “menos grave”, residindo a preocupação maior em São Miguel.

“A situação da Região Autónoma dos Açores é complexa. No entanto, e no contexto da situação do país, os Açores são a região em melhor situação, isto é, menos grave”, declarou hoje José Manuel Bolieiro.

O social-democrata falava no plenário da Assembleia Legislativa dos Açores, que se reúne a partir desta terça-feira em formato virtual, precisamente devido às preocupações com a pandemia.

Bolieiro sublinhou que o índice de transmissibilidade (Rt) do vírus SARS-CoV-2 está abaixo de 1, situando-se nos 0,93, e a região tem sido uma “exceção” nos últimos dias no que refere à tendência generalizada de crescimento de casos de covid-19.

“Temos atualmente 507 casos ativos. Já tivemos 916”, lembrou o chefe do executivo açoriano, que valorizou as diversas operações de testagem nas últimas semanas nos concelhos da Ribeira Grande e Vila Franca do Campo.

No que refere ao processo de vacinação, Bolieiro adiantou aos deputados que mais de cinco mil açorianos já tomaram as duas doses da vacina, tendo o executivo optado, mediante “critérios éticos e solidários”, por iniciar a operação na “população idosa institucionalizada” nas ilhas de São Miguel e Terceira.

A próxima fase, no começo de fevereiro, abarcará “todos os idosos institucionalizados” nas restantes sete ilhas açorianas, prosseguiu o governante.

Apenas a ilha de São Miguel tem atualmente algumas restrições de circulação e limitações em espaços comerciais e restaurantes.

Foram detetados até esta terça-feira na região 3.425 casos de infeção pelo novo coronavírus SARS-CoV-2, que causa a doença covid-19, verificando-se 23 óbitos e 2.716 recuperações.

Lusa / DL

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