Opinião: Notas de final de verão

Overview

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GOSTAR DA NOSSA TERRA

Gostar de si, do que é seu e do lugar onde se vive é a condição “sine qua non” para se ter créditos para se poder criticar e entregar-se a uma causa pública…

A capacidade para não se dar valor ao que é nosso tem sido a arma de todos aqueles que não conseguem implantar as suas ideias e as suas visões para a sociedade.

Caro leitor, aproveitando esta época, quero enaltecer toda a nossa gente, as nossas instituições, os nossos músicos, os nossos desportistas, os nossos dirigentes, os nossos activistas da sociedade, enfim todos aqueles que trabalham sem benefícios pessoais em prol do seu lugar. É justo sim… e oportuno realçar o trabalho das pessoas e enaltecer tudo o que se tem feito nos grupos de folclore, nas filarmónicas, nas casas do povo, nos clubes desportivos, nas associações, nas comissões de festas e em muitas outras instituições concelhias e de freguesia. Quero assim, louvar toda a nossa sociedade que soube sempre distinguir o trigo do joio. Bem hajam!

Quem não se orgulha e não aprende a gostar da nossa terra, não é digno nem o mais capaz de dizer ou fazer o que quer que seja. Primeiro, compreende-se que as pessoas estão sempre em primeiro lugar, confiando e acreditando nelas, nunca as desiludindo; depois assimila-se e aprende-se a gostar e a valorizar o lugar onde nascemos e vivemos, para depois termos credibilidade para podermos fazer algo pelas pessoas e pela terra onde se vive ou se quer viver.

Valorizando o que é nosso, olhando para a juventude e estando ao lado das pessoas é a visão dos que gostam e que mais ambicionam para a sua terra. A difamação constante, a arrogância, o bota-baixo é a visão estratégica de outros que apenas querem o fracasso para depois a partir dele reinar.

 A todos, mas mesmo a todos: pretos e brancos, cultos e incultos, ricos e pobres, protegidos e desamparados, libertos e encarcerados, crianças, jovens e adultos, correligionários e adversários, eleitos e eleitores, trabalhadores e desempregados, empregados e patrões, amigos e família, quero daqui desejar um excelente regresso ao trabalho, à vida dura de todos os dias, um excelente regresso à escola, ao trabalho nas coletividades de cada lugar, esperando como sempre, que o novo ano “de trabalho”, que o novo ano “depois do verão” seja continuamente melhor do que o ano anterior.

A LAGOA O E SEU JORNAL

Quero saudar o nascimento do Diário da Lagoa, que divulgará o que neste Concelho e nesta Ilha se passa. É de felicitar também as pessoas que contribuíram e contribuem, direta ou indiretamente, para este nascimento. 

O Diário da Lagoa será o nosso jornal, o jornal da população da Lagoa e de São Miguel, com tudo o que isso significa. Parabéns ao seu mentor pelo trabalho. 

A Lagoa precisava deste jornal, pois sentimos necessidade de exprimir o que pensamos e de divulgar todas as atividades a vários níveis que aqui se vão fazendo. 

Enquanto cidadão tudo farei, dentro dos meus possíveis, para que este nascimento não seja prematuro. Desejo que este Diário da Lagoa tenha uma longa história e espero que não tenha um final feliz, que é como quem diz, nunca tenha um final. A Lagoa merece. De olhos sempre postos no futuro, tenho a certeza que João Ponte, um homem com provas dadas e sempre pensando nas gentes desta terra, vai acarinhar este projeto. Lagoa com passado, com presente e com futuro, ou melhor do que isso, Lagoa Com Vida.

Rómulo Medeiros Ávila

Categorias: Opinião