Espaço saúde: Ansiedade

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As exigências da sociedade moderna contribuem para o aparecimento de transtornos mentais e comportamentais, como a ansiedade, o stress e a depressão, que tem implicações na saúde emocional, física e psicológica, tornando-se queixas frequentes nos serviços de saúde.

A ansiedade é um estado emocional que se caracteriza por sentimentos de tensão, preocupação e pensamentos desagradáveis que se fazem acompanhar por alterações físicas como o aumento da tensão arterial e da frequência cardíaca, sudação, secura da boca, tremores, tonturas, entre outros.

É uma resposta natural do organismo ao stress. Dentro dos limites considerados normais, este sentimento estimula a pessoa a projetar ou planear o futuro bem como a prepara-la para identificar situações de perigo, possibilitando assim uma melhor preparação para fazer face a estas.

Quando estes sintomas se tornam frequentes e intensos alteram a qualidade de vida da pessoa causando doença. Estão identificados vários tipos de transtornos da ansiedade, por exemplo, transtorno de ansiedade generalizada e transtorno de pânico.

Existem vários fatores que estão na origem da ansiedade predisposição genética, fatores ambientais, fatores emocionais, história familiar, em certas situações esta poderá ter uma causa evidente, noutras, não o que contribui por si só para o agravamento dos sintomas. Dai a importância da identificação dos fatores que desencadeiam a ansiedade no tratamento desta.

Não existem nem pessoas nem vivências iguais, embora os sintomas possam ser comuns as causas são particulares de cada um.

A ansiedade traduz-se em sintomas emocionais: tristeza, nervosismo, irritabilidade, sintomas fisiológicos: coração acelerado, sensação de formigueiro, falta de ar, sudorese, tontura, dor de cabeça, dores musculares, insônia, sintomas comportamentais: impulsividade, agressividade, fala acelerada e sintomas cognitivos: dificuldade de concentração e tomada de decisão, preocupações excessivas.

Apesar de ser uma queixa frequente nas consultas o diagnóstico da ansiedade pode ser difícil atendendo que deverá ser excluída a presença de doença física real.  A confirmação do diagnostico está dependente da presença dos critérios definidos internacionalmente.

Para o tratamento é de extrema importância a conscientização. Levar a pessoa a aprender a reconhecer a génese de pensamentos que desencadeiam ansiedade, faz com que, quando esses surgem são mais fáceis de identificar, gerenciar e reduzir.

O seu médico pode prescrever medicamentos do grupo dos ansiolíticos, ou outros, dependendo da especificidade do seu caso.

Os medicamentos para ansiedade servem para aliviar os sintomas, mas não devem ser tidos como suficientes. A adoção de estilos de vida saudáveis, cuidados com a alimentação, uma boa higiene do sono, hábitos de repouso e atividade física, a evicção do consumo de alimentos ou bebidas estimulantes ou depressoras do sistema nervoso central são fundamentais.

A gestão do stress através da aprendizagem ou pratica de ioga, meditação exercícios ou rituais de relaxamento têm sido referidas como eficazes, por algumas pessoas com transtornos da ansiedade.

O seu médico também pode referencia-lo para uma consulta de Psicologia. Existem várias terapias para a redução dos sintomas de ansiedade são exemplos as Terapias Cognitivo-Comportamentais e a Terapia de Exposição Prolongada. 

Dr. João Martins de Sousa
Delegado de Saúde de Lagoa
(Artigo publicado na edição impressa de novembro de 2019)

Categorias: Espaço saúde, Opinião, Saude

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