Associação de Pais e Encarregados de Educação da Escola Básica Integrada de Lagoa assinala, este ano, dez anos de existência

A professora Susete Benevides terminou, a 30 de outubro, o seu mais recente mandato, de dois anos, o segundo consecutivo, à frente dos destinos da Associação de Pais e Encarregados de Educação da Escola Básica Integrada de Lagoa, associação esta constituída formalmente em dezembro de 2009, e que, neste mandato que agora termina, contou com uns órgãos sociais compostos pelos seguintes membros: na Mesa da Assembleia-Geral, como presidente Paulo Ferreira e as secretárias Emília Correia e Ana Pacheco.

A presidente da Direção foi Susete Benevides, acompanhada pela vice-presidente Susana Cabral, pelos secretários Pedro Rodrigues e André Almeida e pela tesoureira Marisa Cabral. O Conselho Fiscal, por seu turno, compôs-se pelo presidente João Almeida e pelas vogais Maria Odete Cabral e Graça Santos.

Os conhecidos propósitos desta associação são os de zelarem pela qualidade da educação dos alunos; representarem os pais e encarregados de educação nos órgãos de gestão da escola, participando de forma ativa nas reuniões do Conselho Pedagógico [que reúne, no mínimo, uma vez por mês], na da Assembleia de Escola [onde têm três representantes: um para o Pré-Escolar, um para o 1º Ciclo e um para o 2º Ciclo] e Equipa Multidisciplinar [que é a equipa que gere a ação social da escola]; reúnem-se sempre uma vez por mês, enquanto órgãos sociais, sendo que, todos os anos, no mês de outubro, realiza-se uma Assembleia-Geral de pais; há também o propósito de se reunirem sempre que necessário com o Conselho Executivo da escola, representantes das turmas, órgãos autárquicos ou outras entidades, contribuindo, assim, para a melhoria de qualidade do ensino e bem-estar dos alunos.

Nota, ainda, para a missão de informar e sensibilizar os pais e encarregados de educação para a importância da relação Escola/Família e de fomentarem atividades de caráter pedagógico, cultural, social, desportivo [a mais visível, porventura, será a popular Feira de Ocupação de Tempos Livres], bem como a  de colaborarem nas festas e outras atividades promovidas pela escola, entre tantos outros objetivos anualmente definidos.

Entre esses, e no espectro de sensibilizar cada vez mais os pais para a participação na vida da escola, tentam realizar reuniões com os representantes das salas, desde o Pré-Escolar ao 2º Ciclo. Quando não é possível, percorrem-se todas as escolas do 1º Ciclo, apresentando o trabalho feito, vendo no local quais, então, as sugestões ou ideias dos respetivos pais.

Desde há quatro anos para cá, desenvolvem, igualmente, a iniciativa da doação de livros, do Plano Nacional de Leitura, às bibliotecas escolares, solicitando o respetivo patrocínio aos empresários da Lagoa. A par disso, registe-se a realização de trilhos pedagógicos, trilhos entre pais e filhos, trilhos culturais, tentando incorporar atividades que tragam os pais à escola e que levem a própria escola para fora do espaço físico tradicional da mesma.

No início, conta-nos em declarações ao jornal Diário da Lagoa, Susete Benevides, “havia uma intenção dos pais se organizarem, para se fazerem representar nos órgãos da escola. Na altura, fui convidada a participar. Eu faço parte da associação desde a sua constituição. Como presidente, só nos últimos quatro anos, e a ideia mesmo era zelar pela educação”, sublinha.

Uma das mais velhas e mais resilientes lutas desta Associação de Pais e Encarregados de Educação da Escola Básica Integrada de Lagoa é, precisamente, a requalificação da escola EB 2,3 Padre João José do Amaral, sendo que a ex- presidente da Direção, Susete Benevides, diz que esta “foi sempre uma luta da associação”, acrescentando que “nos últimos quatros anos, todos os anos, temos tido uma reunião com o Secretário Regional da Educação, e este é sempre um assunto que discutimos”.

“Isto desagrada-nos muito, porque é uma das últimas escolas que ainda necessita de reabilitação. O próprio governo, acerca da última interpelação que fizemos, comprometeu-se, em ofício, que as obras se iriam iniciar, previsivelmente, agora no verão”, assunto que, todavia, acabou adiado sob a desculpa de não haver “disponibilidade financeira”, refere Susete Benevides.

“Os pais já estão a ficar saturados de estar, diplomaticamente, a exigir a remodelação”, frisa, anunciando, a presidente da APEEEBIL, que se abriu, em reunião recente com a presidente e vereadora da Educação da Câmara Municipal de Lagoa, a possibilidade de que “pelo menos seja feito um estudo sobre a presença de partículas de amianto para que possamos estar minimamente tranquilos”, conclui.

Embora a escola EB 2,3 Padre João José do Amaral seja da responsabilidade do governo regional, as outras sete que compõem a EBI de Lagoa são a competência da Câmara Municipal de Lagoa e, sobre essas, Susete Benevides diz que “no últimos anos, desde que eu estou na associação, as escolas têm sido gradualmente melhoradas, nomeadamente na construção de espaços de recreio cobertos”, acrescentando que a CML “teve o cuidado de percorrer todas as escolas”, fazendo um levantamento das infra-estruturas a melhorar. As poucas melhorias que têm sido feitas, inclusive, na escola EB 2,3 Padre João José do Amaral, têm sido feitas “pela Câmara Municipal de Lagoa, porque o Governo, que é quem tem a responsabilidade, diz que não há verba”.

Entendendo ser necessário que se faça um estudo de como deverá ser o Parque Escolar do concelho de Lagoa para a próxima década, a ex-presidente da APEEEBIL assume que há que observar a “demografia, a quantidade de crianças expectável que esteja a frequentar os nossos estabelecimentos de ensino, porque também há uma situação que nós consideramos que, pedagogicamente não é a melhor: na escola Octávio Gomes Filipe e na escola Manuel Medeiros Guerreiro, por serem escolas de menor dimensão, estarem na mesma sala de aula alunos de dois anos de escolaridade distintos”, revela.

No término do seu segundo mandato, Susete Benevides considera que o balanço do seu mesmo é “positivo”.

“O que nos deixa tristes é que, em dez anos, a questão da Padre João José do Amaral continue cada vez pior, fisicamente”, termina.

DL/JTO
(Artigo publicado na edição impressa de novembro de 2019)

Categorias: EBI de Lagoa, Educação, Lagoa

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