Regiões insulares devem ter direito a voz ativa na gestão dos oceanos

O Secretário Regional do Mar, Ciência e Tecnologia defendeu que “importa que as regiões insulares se unam para terem uma metodologia comum de intervenção na defesa dos seus oceanos perante outros interesses”.

Gui Menezes salientou que, apesar de serem regiões pequenas e pouco populosas, “os oceanos que as rodeiam são suficientemente grandes para terem direito a uma voz mais ativa em matérias de gestão dos oceanos”.

O Secretário Regional falavana sessão de encerramento da conferência internacional ‘Governança dos Oceanos em Regiões Arquipelágicas’, evento que contou com mais de uma centena de participantes, entre investigadores, técnicos da administração regional, representantes de associações de pesca, armadores e pescadores, bem como outros utilizadores do mar.

O governante destacou “a participação entusiástica” nos workshops e nos debates realizados durante este encontro, acrescentando que é através “deste tipo de discussões que apuramos os objetivos para a conservação dos oceanos, nomeadamente dos oceanos insulares e, em particular, dos Açores”.

Para o Secretário Regional, a conferência decorreu numa “altura crucial”, dado que o Governo dos Açores está a elaborar o Plano de Ordenamento do Espaço Marítimo e a proceder à revisão da rede de áreas marinhas protegidas, bem como “a rever os seus planos de gestão e a espacialização dos usos” no mar açoriano.

Neste âmbito, afirmou que o evento veio “reforçar o trabalho técnico das direções regionais das Pescas e dos Assuntos do Mar que está a decorrer com o apoio de vários investigadores da Universidade dos Açores”.

Durante a sua intervenção, reiterou que o Governo dos Açores está “realmente comprometido” com as questões da conservação dos oceanos e com a sua gestão sustentável, apontando “grandes desafios” como a conciliação dos usos do mar, mas também as alterações climáticas.

Referindo-se à anteproposta de Lei de Bases de Ordenamento e Gestão do Espaço Marítimo Nacional apresentada pelo Governo dos Açores, Gui Menezes afirmou que “a eficiência e a eficácia” na governação dos oceanos “necessita da maior proximidade possível”.

O titular da pasta do Mar disse ainda que “é cada vez mais necessária uma maior interdisciplinaridade no estudo dos oceanos”, acrescentando que “não bastam biólogos marinhos, são precisos economistas e cientistas sociais porque a gestão dos oceanos é complexa”.

DL/Gacs

Categorias: Regional

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