Escola Secundária de Lagoa quer baixar taxas de retenção e com tolerância zero ao Bullying

  Desde julho que o professor Jorge Botelho é presidente do Conselho Executivo da Escola Secundária de Lagoa, com quem o jornal Diário da Lagoa esteve à conversa, a propósito do começo do novo ano letivo 2019/2020. Sobre este recente arranque, Jorge Botelho considera que o balanço tem sido “muito positivo”.

“Nós começámos o ano no dia 16 [de setembro] com o ProSucesso, que foi um dia diferente na nossa escola. Criámos diversas atividades fora da sala de aula, onde os alunos puderam conhecer um pouco de tudo o que se faz na escola de extracurricular. Foi um dia muito engraçado. Foi todo da parte da manhã. Um primeiro turno para o Ensino Secundário e um segundo turno para o 3º Ciclo. Tivemos espalhados, na parte exterior da escola, diversos stands, onde os alunos puderam conhecer os clubes e outras atividades. Inclusive, a Câmara Municipal de Lagoa também esteve cá a apresentar o Orçamento Participativo Jovem e as atividades extracurriculares que podem acontecer aqui no concelho”, revela.

Com 930 estudantes para este novo ano letivo de 2019/2020 [mais cinquenta do que no ano letivo anterior, registe-se], a Escola Secundária de Lagoa conta com 490 alunos no 3º Ciclo e os restantes no Ensino Secundário, sendo que, para 2019/2020, este Conselho Executivo, liderado por Jorge Botelho, vai apostar na implementação do novo currículo do 3º Ciclo, entrando em vigor agora no 7º ano, que está a funcionar de forma diferente em relação ao 8º e ao 9º ano.

“Isto é para ser incrementado em três anos”, revela Jorge Botelho, acrescentando-se ainda outro projeto, que já está em vigor: o projeto Naútica/0, que foi alargado ao 8º ano, dado o sucesso que se registou entre os alunos do 7º ano de escolaridade.

Relativamente a desafios, o presidente do Conselho Executivo assume como objetivo principal o de manter ou baixar as taxas de retenção que se registaram no ano letivo passado.

“O ano letivo anterior foi o melhor ano de sempre da Escola Secundária de Lagoa. As taxas de retenção foram muito baixas. No 3º Ciclo, estiveram abaixo dos 10%, o que é muito bom”. A isto soma-se que, no Ensino Secundário, e designadamente no 10º ano, a título de exemplo, a taxa de retenção ficou-se nos 10,7%, quando, normalmente, segundo Jorge Botelho, andava “sempre na casa dos 25%/30%”.

“O primeiro desafio para nós será o de mantermos essas taxas e, se possível, melhorá-las, ainda”, assume, complementando este com um segundo desafio.

“Nós temos uma campanha, estamos com um projeto de tolerância zero em relação ao Bullying, e vamos apostar muito na vigilância aos nossos alunos, fazendo-os entender que o Bullying tem de terminar aqui na escola”.

Em declarações ao jornal Diário da Lagoa, o professor diz achar que “os alunos estão mais focados”.

“Acho que percebem que têm de se aplicar para ter sucesso, e acho que a comunidade educativa ao longo dos anos tem vindo a melhorar”, sublinha, complementando, igualmente, que a distância escola-encarregados de educação “já foi maior”.

“Ainda há muitos encarregados de educação que vêm apenas três vezes por ano à escola levantar as notas, se vêm, e é nestes que nós temos de nos focar, e fazer com que eles venham à escola mais vezes, e se interessem pelos seus educandos, estando em permanente contacto com a escola. O acompanhamento do encarregado de educação é muito importante para o rendimento do aluno”, concluindo que “o contacto dos pais com as escolas é fundamental”.

DL/JTO
(Artigos publicados na edição impressa de outubro de 2019)

Categorias: Educação, ESL, Lagoa, Local

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