O Instituto Cultural Padre João José Tavares: a missão de agir, com cultura, para educar, culturalmente, as pessoas

O Instituto Cultural Padre João José Tavares, segundo se regista, foi formalmente constituído no dia 7 de abril de 2008, embora, conta-nos, em declarações ao jornal Diário da Lagoa, Palmira Bettencourt, presidente da Direção, recém-eleita, do Instituto, “já estivesse a funcionar, provisoriamente, um ano antes”.

O mesmo tem como principal objetivo divulgar e enriquecer a Cultura no concelho de Lagoa, atuando em áreas como o património, história, museologia e arte sacra, entre outras. Pretende, desta forma, também, promover atividades culturais como conferências e concertos musicais, a par da publicação de livros, que também é uma vertente ativa deste Instituto, já tendo, inclusive, alguns livros publicados, tais como: A Âncora de Meu Coração, de Maria Palmira da Silva Leite Bettencourt; Notas sobre a toponímia lagoense, de Maria Antónia Mota Albergaria Pacheco; A Distribuição Pública de Água na Vila da Lagoa, S. Miguel, Açores, de Sandra Maria Gonçalves Monteiro e, por fim, a obra Circulo de Amigos da Vila da Lagoa, de Susana Goulart Costa e Sandra Maria Gonçalves Monteiro.

Tendo como patrono o padre João José Tavares, Palmira Bettencourt refere que a escolha do mesmo recaiu acima de tudo na consciência de que João José Tavares era “muito dinâmico. Além de padre, foi presidente de câmara, escreveu A Vila da Lagoa e o seu Concelho, bem como era também um grande músico. Uma pessoa muito culta. E foi daí que se escolheu o seu nome”.

Relativamente à estrutura funcional do Instituto Cultural Padre João José Tavares, o mesmo é composto pelos seus órgãos sociais: nove membros compõem a Direção, sendo que o Instituto está, por uma questão organizacional, subdividido em vários departamentos. Existem, assim, o Departamento de História, o Departamento de Património, de Música, Genealogia, Artes Plásticas, Cinema, pretendo-se, ainda, criar um de Fotografia. Cada membro da Direção chefia, assim, conta-nos Palmira Bettencourt, em declarações, um departamento, sendo que, segundo a mesma, “tem funcionado bem”.

“Já fizemos ao longo de onze anos vários eventos. Nós todos os anos temos um Plano de Atividades. Já fizemos imensos eventos, cerca de 40. Exposições, conferências, lançamentos de livros. Temos também previsto o lançamento da nossa revista do Instituto”, acrescentando a presidente do mesmo que a dita revista consistirá num contributo cultural, com periodicidade a definir, estando previsto “ser lançada neste primeiro semestre, sendo que terão acesso a ela os sócios. Temos também feito eventos musicais: em 2008, tivemos A Magia dos Sons; em 2009, um concerto-homenagem à Sra. Eduarda Faria e Maia e aos irmãos Lima em que fizemos uma homenagem à qual se associaram as juntas de freguesia e a Câmara Municipal de Lagoa”.

Um dos eventos que exige uma grande preparação e uma grande organização são também as chamadas Galas de Ópera: a primeira edição ocorreu em 2011; a segunda em 2015 e a última em 2017.

Em 2015, e tendo em conta o sucesso da primeira edição, relembre-se, o evento contou com a interpretação, aproveitando o talento lagoense, de sopranos lagoenses, precisamente, entre os quais Brígida Natália de Lima Ferreira, Cármen Subica, Helena Ferreira, bem como contou com a participação dos alunos do Conservatório Regional de Ponta Delgada, Carina Andrade e Henrique Ferreira. Destaque ainda, aqui, para a presença do Orfeão de Nossa Senhora do Rosário, acompanhado pelo Quarteto.Com Mozart. Já em 2017, na terceira edição, sublinhe-se a participação dos sopranos lagoenses Carmen Subica e Helena Ferreira, assim como o tenor João Vitor Ponte, e ainda  a participação do Orfeão de Nossa Senhora do Rosário.

Nesta edição participou ainda Diogo Oliveira, barítono do Teatro de São Carlos, em Lisboa.

“Interessa”, refere Palmira Bettencourt, é “atrair as pessoas para que elas gostam e, à medida que elas gostem, vão subindo culturalmente, no campo musical. Noutros campos há também outras coisas a fazer: temos previsto o passeio pedestre pela rota das ermidas, pelas várias ermidas, umas estão decaídas outras não. E depois alguém explicava a história de cada uma delas”.

Sendo a principal dificuldade do Instituto Cultural Padre João José Tavares “o espaço”, a presidente da Direção, em declarações ao jornal Diário da Lagoa, diz que “nós estamos muito bem instalados em termos de local, mas a sala é muito pequenina. Não temos muita privacidade. Temos lá uma biblioteca boa, de livros, queremos expor aquilo, mas não temos, contudo, espaço”.

“Temos de tratar desse assunto urgentemente. De arranjar um espaço maior e que seja só nosso”, termina Palmira Bettencourt.

DL/JTO
(Artigo publicado na edição impressa de abril de 2019)

Categorias: Cultura, Lagoa, Local

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