A edificação da atual igreja de Nossa Senhora das Necessidades na Atalhada

Por escritura de 23 de outubro de 1674, foi dotada uma ermida edificada pelo capitão Domingos Martins de Azevedo e sua mulher Maria Cabral de Melo, que moravam junto à ermida. [1]

Por alvará de 6 de novembro de 1674, o bispo D. Fr. Lourenço de Castro deu licença para se levantar altar de pedra na ermida e, por alvará de 6 de abril de 1677, autorizou que se celebrasse missa.[2]

D. Fr. Valério do Sacramento, na sua visita de 28 de fevereiro de 1743, refere a criação de um curato onde o cura terá residência, cujas obrigações do mesmo são reguladas na visita do licenciado Pedro Ferreira de Medeiros, em 16 de novembro de 1746. [3]

Em 1817, começaram-se a adquirir materiais para a atual igreja e em 1826 dá-se o pedido, mais tarde deferido pelo governador do bispado de Angra, José Maria Bettencourt Vasconcelos a 20 de maio de 1826, do vigário do Rosário, Manuel Joaquim Soares, para a edificação de uma nova igreja no lugar da ermida que estava muito velha e era demasiado pequena para a dimensão da população daquele lugar. [4]

Mas quem foi Manuel Joaquim Soares? Foi vigário, em Nossa Senhora do Rosário, sabe-se, de 26 de julho de 1825 a 8 de maio de 1831, data do seu óbito. Foi padre encomendado ou ecónomo, também, de 1821 a julho de 1825.

Continuando: sabe-se que em 1828 a atual igreja já está feita. A construção da torre, sacristia, adro e o assobradar da igreja são deliberados na sessão de 28 de junho de 1847 da Junta da Paróquia. [5]

Dá-se a elevação do curato da Atalhada à categoria de paróquia a 14 de abril de 1985, por decisão do bispo de Angra e Ilhas dos Açores, D. Aurélio Granada Escudeiro, sendo na altura pároco Cláudio de Medeiros Franco. Este é natural da Povoação.

Assina o primeiro assento de batismo, na Atalhada, a 3 de junho de 1979 e o último a 17 de julho de 2005.

Assina o primeiro assento de batismo, no Cabouco, a 13 de maio de 1979. Volta a assinar a 27 de janeiro de 1980 até 8 de dezembro de 2000. 

Por: Júlio T. Oliveira
Artigo publicado na edição impressa de janeiro de 2019

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[1] TAVARES, 1976, pp. 65
[2] TAVARES, 1976, pp. 65
[3] TAVARES, 1976, pp. 65
[4] TAVARES, 1976, pp. 65
[5] TAVARES, 1976, pp. 66

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