Festival da Malassada da Ribeira Chã é sucesso ano após ano

Nos primeiros dias do mês de fevereiro, a freguesia da Ribeira Chã acolheu mais um Festival da Malassada, que teve lugar no Centro Comunitário Padre Caetano Flores.

Pela quinta vez, a Junta de freguesia da Ribeira Chã, com o apoio da Câmara Municipal de Lagoa, organizou esta iniciativa, que já é uma referência gastronómica em vésperas da quadra festiva que se celebra o Carnaval, constituindo a malassada o doce típico desta época e uma iguaria que se define por ser diferente naquela localidade, servida com o habitual chá de poejo.

Aliado à gastronomia, marcou presença a música protagonizada por artistas e bandas locais e da ilha micaelense. O grupo de tambores do agrupamento de escuteiros nº 1333 da Ribeira Chã, o Grupo de Cantares Tradicionais de Santa Cruz – Lagoa, o Coro do centro de Atividades Livres da Lagoa “O Borbas”, o Grupo de Violas e Cavaquinhos de Água D`Alto, e o Grupo de Cantares Vozes do Mar do Norte, animaram o certame.

Segundo a presidente da Junta de Freguesia, Vitória Couto, desde a primeira edição, a afluência das pessoas ao festival tem sido cada vez maior, sendo algo que é facilmente analisado pela quantidade de malassadas que são vendidas. Este ano foi preparado mais de 200 quilos de massa, um número superior ao de 2017.

Trata-se assim de um festival que te por objetivo continuar, e que só é possível com o contributo de muitos voluntários.

Uma malassada diferente, com um sabor autêntico, acompanhado do chá de poejo.

Este é um evento que, segundo Vitória Couto, é já um cartaz turístico da freguesia, do concelho e da ilha.

Em declarações ao Jornal Diário da Lagoa, a presidente da edilidade recorda que esta atividade acaba por ajudar outras, que serão desenvolvidas na freguesia. Ao longo de 2018, na Ribeira Chã, decorrerão atividades desportivas, e será feita uma aposta diferente no 52º aniversário da freguesia, que comemorará em maio próximo.

Vitória Couto quer que toda a população esteja envolvida no aniversário da mais pequena freguesia do concelho. “Quero que toda a população se envolva no aniversário, para que se unam e divirtam numa sã convivência”.

A Ribeira Chã, é a freguesia mais distante do concelho, sendo que a fixação da população mantém-se no objetivo principal.

A edil recorda o processo recente do loteamento, levado a cabo pela autarquia lagoense, e que foi possível garantir a fixação de quatro cais na freguesia. Numa fase posterior, o objetivo e fazer com que outras pessoas se possam fixar na Ribeira Chã.

“Esta foi uma grande iniciativa da autarquia, considero que assim se consegue que algumas pessoas no futuro não saiam da freguesia, e por serem casais jovens, poderá ajudar também na taxa de natalidade da freguesia. Esta é uma das nossas preocupações”, destacou ao nosso jornal Vitória Couto.

A presidente da Junta de Freguesia admite que, apesar de não haver muitos serviços na freguesia, haver muitos serviços na Ribeira Chã, existe uma qualidade de vida que não se encontra noutros locais. “Somos uma freguesia muito acolhedora e com iniciativas que fazem da Ribeira Chã um ponto turístico muito importante e que contribui de alguma forma para a projeção do concelho”.

DL

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