Elevação a cidade trouxe alguns benefícios à Lagoa

No âmbito do aniversário do 5º aniversário da elevação da Lagoa a Cidade, o Jornal Diário da Lagoa foi às ruas da cidade de Lagoa, nomeadamente às freguesias de Santa Cruz e Nossa Senhora do Rosário, inquirir os seus habitantes acerca do balanço que fazem dos cinco anos de cidade.

Foram questionados vários lagoenses de ambos os sexos e das mais diversas faixas etárias.

As perguntas feitas cingiram-se sobre o balanço destes cinco anos que já se passaram desde a elevação da vila a cidade, mas também se destacavam alguma mudança sonante e se tinha, de facto, ao fim de algum tempo, valido a pena a alteração do estatuto.

De uma forma geral, os habitantes inquiridos assumiram uma postura de neutralidade, não notando mudanças de maior, queixando-se, porém, alguns da falta de infraestruturas e de serviços que deem dimensão à cidade e da subida de impostos que a seguiu.

Estas foram as questões colocadas aos habitantes das duas freguesias que constituem a Cidade de Lagoa:

– O balanço de elevação a cidade ao fim de cinco anos é positivo?
– Que mudanças acha que o estatuto trouxe?
– Valeu a pena, após cinco anos, essa mudança de estatuto, ou tudo deveria ter ficado como estava?

Carlos dos Santos – 37 anos
– Nunca concordei que tivesse sido cidade, porém acredito que nos próximos 5 anos o poder local fará os investimentos certos para repor e dotar a cidade dos serviços mínimos necessários, tais como bombeiros e reforço policial a condizer com uma cidade.
– Além da imagem virtual que o município ganhou, não considero que tenha havido melhorias substanciais a condizer com a passagem de Vila a Cidade. Estou certo que o próximo executivo camarário fechará o dossier “João Ponte” e chamará a si novos projetos que poderão fazer catapultar a Lagoa para o título de cidade que agora possui.
– Sugiro que o aproveitamento da rede viário no sentido eixo norte-sul, bem como a reordenação do tecnoparque, serão soluções importantes para atrair investimento externo em concreto e não o de promessas que ficam no papel. A recuperação do património edificado entre os quais a Fábrica do Álcool, este que poderá ser um centro educacional multi-geracional atendendo ao número de artes e ofícios existentes no concelho. Por outro lado, estando os Açores na rota emergente do turismo é urgente a Lagoa ter uma unidade hoteleira centralizada que dê volume e massa crítica na cidade.

Teresa Furtado – 42 anos
– Nem positivo nem negativo. Mais positivo, embora falte apoio ao comércio – sobrecarga fiscal, falta de estacionamento e falta de atividades para atrair turismo.
– O estatuto de cidade não trouxe nada, tudo continuou como antes.

João Carlos Cabral – 69 anos
– Acho bem! Pelo estatuto não houve alterações, mas a edil tem feito um bom trabalho, embora a Lagoa não tenha dimensão de cidade.

Suéli Ferreira – 29 anos
– O balanço é muito negativo. Apenas os impostos aumentaram, de resto mais nada mudou. A Lagoa não tinha dimensão para ser cidade, a nível de serviços.

Rosa Coelho – 70 anos
– Nem positivo nem negativo, mas o cenário atual não é bom. Tem dimensão de cidade, mas tinham de fazer muito mais com o estatuto de cidade.

Roberto Melo – 32 anos
– O balanço é neutro, depois da elevação não se verificaram grandes desenvolvimentos, apenas se aumentaram os impostos.
– Não há diferença (infraestruturas, etc), está tudo igual.

António Bizarro – 66 anos
– O balanço é muito negativo, sendo que o benefício foi só para alguns.
– Não se vê alterações, apenas aumentaram-se os impostos.

Helena Furtado
– Neutro. Não há nada positivo. No lado negativo, na realidade, o aumento de impostos que houve não foi consequência da mudança de estatuto.
– Não há melhorias: sem bombeiros, com um centro de saúde que fecha às 16h00, etc. Está mais morta de inverno à noite e ao domingo de tarde.

Sílvia Miranda Coelho – 37 anos
– Neutra – com pontos negativos e positivos.
– Aposta nos jovens aumentou, eventos culturais (Festival LagoaComvida)
– A edil tem feito um bom trabalho.

Rosa Medeiros – 43 anos
– Não tenho razão de queixa, mas ainda falta qualquer coisa (bombeiros, centro de saúde útil, etc)
– Neutra.
– Gosta muito do trabalho da edil.

Edmundo Machado – 54 anos
– Positivo (a Igreja de Santa Cruz ficou a ganhar com isso, a junta de freguesia também tem feito algo). A limpeza das ruas.
– Fizeram muito bem. “Acho que é mesmo uma cidade a sério”.

Nicole Medeiros – 18 anos
– Positivo. Houve melhorias: concelho mais limpo, renovação das piscinas e aposta nas renovações dos espaços, o projeto Lagoa de Flores é muito interessante.
– Se não houvesse estatuto, não fazia grande diferença.

Filomena Sousa – 60 anos
– Positivo, por causa do que têm feito de eventos e iniciativas.
– A elevação beneficia a Lagoa e foi uma boa opção.

Nuno Maiato – 41 anos
– Positivo, porque está-se a começar a dar os primeiros passos para se consolidar o projeto da cidade.
– São necessários muitos anos para se formar uma cidade. Só daqui a anos é que veremos a verdadeira cidade.
– Se justificou a elevação. É necessário esperar para que a cidade amadureça.

João Manuel Cabral Arruda – 50 anos
– Positivo. Foi uma grande mudança do passado, mudou-se muito, trouxe nome ao concelho. Trouxe movimento, mais movimento. Podia haver mais, mas o contexto económico não ajuda.
– Justificou-se a elevação a cidade.

José Ventura – 54 anos
– Positivo, nós estamos no meio de tudo. Não nos falta nada. A Lagoa cresceu 3x mais do que aquilo que era.
– Justificou-se. Os impostos aumentaram (IMI, Água), mas vale a pena.

Teresa Soares – 67
– Positivo, mas há um problema: a Praça da República é pouco ativa de Verão. Deveria haver mais dinamismo noturno em Santa Cruz.
– O ambiente melhorou. A limpeza é boa, existe uma boa qualidade de vida.
– Justificou-se a elevação.

António Lopes – 71
– Negativo, porque não tem serviços para isso (bombeiros, por exemplo).
– Não se justificou.
– Apenas os impostos aumentaram.

DL/JTO

 

Categorias: Local