Selo e livro assinalam os cem anos do presépio do prior Evaristo Gouveia

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A Câmara de Ribeira Grande assinalou os cem anos do presépio do prior Evaristo Gouveia, também conhecido como o presépio movimentado da Ribeira Grande, com o lançamento de um selo alusivo à efeméride, iniciativa realizada em parceria com os CTT, aproveitando a data para reeditar o livro “Memórias do presépio da Ribeira Grande”, da autoria de Mário Moura.

O lançamento do selo alusivo às comemorações do centenário do presépio do prior Evaristo Gouveia foi realizado em cerimónia pública, no Museu Municipal da Ribeira Grande, na presença do presidente da autarquia, Alexandre Gaudêncio e de Fátima Albergaria Costa, em representação dos CTT.

Sendo o selo uma forma de expressão plástica e de vocação universalista que traduz a alma de um povo, a sua história e a sua cultura, entronca na intenção da edilidade em “assinalar e perpetuar os cem anos do presépio do prior Evaristo Gouveia”, salientou Alexandre Gaudêncio.

O presidente da autarquia considerou que “ter um selo em circulação – e tendo em conta que o selo português tem mais de 160 anos de existência – é a melhor forma de registarmos e assinalarmos uma tradição secular do nosso concelho.”

O selo homenageia o criador do presépio movimentado, o prior Evaristo Gouveia, mas também quem lhe deu continuidade ao longo dos anos, nomeadamente o padre Manuel de Medeiros Sousa e, nos tempos atuais, Emanuel Oliveira, colaborador da autarquia que tem a missão de manter o presépio em funcionamento.

Para além do selo, a Câmara de Ribeira Grande decidiu reeditar o livro “Memórias do presépio da Ribeira Grande”, de Mário Moura, obra revista, atualizada e ampliada que “regista e perpetua a memória de figuras indeléveis da cultura do concelho”, destacou Alexandre Gaudêncio.

O edil referiu tratar-se de um “documento escrito que transporta para as gerações vindouras o significada da dedicação, paciência, perseverança e fé na construção de um presépio que atravessa gerações e continua a deliciar avós, pais, filhos e netos.”

O presépio do prior foi fundado por Evaristo Carreiro Gouveia, pároco da paróquia de Nossa Senhora da Estrela, freguesia da Matriz, da Ribeira Grande. É uma criação de arte popular que terá tido o seu primeiro embrião com a chegada do prior à Ribeira Grande

O presépio foi criado com o objetivo de ajudar a igreja e ocupar os tempos livres dos jovens que se reuniam na Associação da Juventude. Provavelmente, nos anos 20, é introduzida a movimentação do presépio a manivela, junto de um pequeno núcleo bíblico e a qual teve logo uma grande aceitação pelo público. Por volta de 1979, a manivela foi substituída por motor eléctrico.

Aquando do aparecimento do presépio movimentado, as principais figuras que se moviam eram o burro, a vaca, a Nossa Senhora e São José, as tradicionais cavalhadas de São Pedro, as procissões à volta do adro e os romeiros. O prior tinha então já a preocupação de reconstruir alguns aspectos religiosos e profanos que marcavam a Ribeira Grande.

O presépio do prior é uma referência identitária da Ribeira Grande do século XX. Como objeto museológico e de grande interesse cultural podemos através dele rememorar e explicar a sociedade que o criou.

Nesta quadra natalícia – até 6 de janeiro próximo – o presépio pode ser visitado das 9.00 às 17.00 horas nos dias úteis, abrindo das 15.00 às 20.00 horas nos dias 25, 26 e 27 de dezembro e 1, 2 e 3 de janeiro.

DL/CMRG

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