As escolas não devem esgotar a sua ação num currículo mínimo

Escola-EBI-Água-Pau-Lagoa-Açores-Biblioteca

A Diretora Regional da Educação afirmou, em Ponta Delgada, que as escolas não devem esgotar a sua ação num “currículo mínimo”, assente numa visão curricular “empobrecida”, apenas baseada no saber ler, escrever e contar.

“As escolas devem empenhar-se no desenvolvimento da expressão artística e de competências pessoais e sociais, contrariando uma visão curricular empobrecida que remete unicamente para o saber ler, escrever e contar”, salientou Fabíola Cardoso.

A Diretora Regional frisou que, “sendo estas competências inegavelmente importantes, não devemos esgotar a ação da escola neste currículo mínimo, pois o século XXI exige muitas outras competências para termos cidadãos verdadeiramente integrados numa sociedade de tão rápidas e constantes mudanças”.

Fabíola Cardoso, que falava na apresentação do livro “A Viagem do Pai Natal aos Açores”, de Ana Isabel Ferreira, na Escola Básica Integrada Roberto Ivens, salientou que, além de saber ler, escrever e contar, é “necessário saber trabalhar em equipa, ter iniciativa, saber comunicar, ter pensamento crítico e criativo, saber resolver problemas e tomar decisões, assumir responsabilidade cívica e social, ser agente de mudança”.

Nesse sentido, e atendendo a que “o gosto pela leitura não se adquire por obrigação”, é concedida no ano letivo em curso, no âmbito do ProSucesso – Açores pela Educação, Programa de Promoção do Sucesso Escolar, e com a intervenção da Rede Regional de Bibliotecas Escolares, uma “especial atenção” às atividades de promoção de leitura.

Para Fabíola Cardoso, esta meta é “exigente”, mas é também “reconhecida por todos como fundamental” e, por isso, conta com “o empenho dos docentes e das lideranças escolares”.

DL/Gacs

Categorias: Educação