Açores superaram as suas próprias metas na convergência com o PIB médio europeu

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Sergio Avila Proconvergencia

O Vice-Presidente do Governo dos Açores realçou, em Ponta Delgada, o “excelente desempenho” alcançado pela Região na execução do PROCONVERGÊNCIA, um programa comparticipado pelo Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional que agora termina a sua vigência.

Sérgio Ávila, que falava num seminário dedicado à análise do programa e à ponte que estabelece com o Programa Operacional até 2020, lembrou que a meta que os Açores se propuseram atingir no quadro comunitário anterior era de 70 por cento do PIB médio da União Europeia.

Para o Vice-Presidente do Governo, “apesar das dificuldades”, foram cumpridos “os principais objetivos definidos”, não só em termos de execução financeira, como de resultados macroeconómicos.

O Vice-Presidente recordou que, aquando da preparação e negociação do PROCONVERGÊNCIA, em 2006, foi considerada otimista a previsão de associar ao programa uma despesa pública prevista acima de mil milhões de euros.

A esta verba, adiantou, corresponde um esforço financeiro público de 1,1 mil milhões de euros e um financiamento do fundo estrutural FEDER de 968,5 milhões de euros.

Sérgio Ávila frisou que “este último montante ultrapassa a dotação FEDER para o programa, que é de 966,3 milhões de euros”, acrescentando que, por consequência, a taxa de execução do programa ultrapassa os 100 por cento.

Para o Vice-Presidente do Governo, com o novo Quadro Comunitário de Apoio vem aí “um tempo de afirmação da economia açoriana”, que torna necessária “a adoção, pelas pequenas e médias empresas regionais e pelos seus empresários, de uma estratégia mais vincada nos fatores imateriais de competitividade da produção económica regional enquanto fator indispensável para o reforço da criação de valor”.

Sérgio Ávila assegurou o apoio do Governo dos Açores em todo esse processo, destacando como grandes apostas o fomento do empreendedorismo, o desenvolvimento de serviços de apoio às empresas, o apoio à internacionalização das PME e à exportação de bens e serviços para fora do espaço da ilha ou do arquipélago.

Para o Vice-Presidente do Governo, existe “uma oportunidade para a aceleração do processo de crescimento e a convergência da Região com os indicadores médios que os parceiros europeus mais desenvolvidos evidenciam”, frisando que este “é um desafio difícil, mas possível”, que os Açores saberão ganhar.

DL/Gacs

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