Reflorestação de cerca de 60 hectares na Bacia Hidrográfica das Furnas

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O Secretário Regional da Agricultura e Ambiente anunciou que o Governo dos Açores vai este ano proceder à reflorestação dos cerca de 60 hectares de terreno da última exploração pecuária que ainda existia nas margens da Lagoa das Furnas, recorrendo à contratação de privados para a sua execução.

“É um projeto [financiado pelo Programa de Desenvolvimento Rural] que vai contribuir também para a criação de postos de trabalho”, frisou Luís Neto Viveiros em declarações aos jornalistas, acrescentando que, apesar de coordenada pela Direção Regional do Ambiente, toda a intervenção será feita com recurso a empresas privadas.

Luís Neto Viveiros falava na apresentação pública das principais conclusões do 2.º Relatório de Avaliação do Plano de Ordenamento da Bacia Hidrográfica da Lagoa das Furnas, criado há 10 anos e que permitiu retirar cerca de 300 hectares de pastagem com a compra desses terrenos, num investimento de cerca de sete milhões de euros.

Da dotação global do plano, que totaliza 8,2 milhões de euros com apoios comunitários, a restante verba viabilizou a construção de quatro bacias de retenção, e a limpeza, reflorestação e aquisição de equipamentos que, em conjunto com a retirada das pastagens, permitiu contrariar o processo de eutrofização da lagoa das Furnas.

Luís Neto Viveiros salientou que este relatório ainda não espelha a retirada da última pastagem existente, ocorrida em 2014, mas considerou que se conseguiu “estabilizar o processo de eutrofização”, ou seja, contrariar a “deterioração” da qualidade da água.

O Secretário Regional destacou ainda que, caso estes passos não tivessem sido dados, “estaríamos aqui, neste momento, a lamentar uma situação muito complexa, mas felizmente não estamos, estamos com uma perspetiva muito diferente”.

No Centro de Monitorização e Investigação das Furnas, onde decorreu a apresentação da metodologia e das principais conclusões do relatório, constituído por 125 páginas, além dos anexos, o Secretário Regional anunciou também que os planos da bacia hidrográfica da lagoa das Furnas e da lagoa das Sete Cidades vão ser sujeitos a processos públicos de alteração.

Nesse sentido, Luís Neto Viveiros apelou à participação das entidades, organizações e cidadãos em geral no processo de alteração que visa, passados 10 anos da aprovação destes planos, e tendo em conta a evolução das condições económicas, sociais, culturais e ambientais e as conclusões apresentadas no Relatório de Avaliação, ajustá-los à realidade atual.

Mantém, como objetivos principais, a recuperação da qualidade da água das lagoas e a compatibilização dos usos e atividades com a proteção e valorização ambiental.

Os relatórios de avaliação estão disponibilizados para consulta no Portal da Direção de Serviços de Recursos Hídricos e Ordenamento do Território.

DL/GaCS

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