680 agricultores receberam prémio Produtor Excelente 2017

O Centro de Bovinicultura, nos Arrifes, foi palco para a atribuição do prémio Produtor Excelente 2017, uma iniciativa Associação de Jovens Agricultores Micaelenses (AJAM).

O prémio contemplou todos os produtores de leite micaelenses que atingiram a pontuação máxima na classificação do leite, no ano de 2017.

Na edição deste ano, receberam esta distinção 680 produtores.

Segundo o presidente da direção da AJAM, este será um evento que continuará a promovido tendo ganho a sua notoriedade, vendo os produtores de leite micaelenses reconhecimento do seu trabalho.

“Quando a Associação dos Jovens Agricultores Micaelenses lançou esse prémio estimulou os produtores a manterem a qualidade do leite nas melhores condições higio-sanitárias, sendo a resposta muito positiva e os resultados estão à vista. A qualidade do leite micaelense é de excelência e desse modo congratulo toda a produção pelo trabalho que foi feito nessa matéria, realçou César Pacheco.

O presidente da AJAM adiantou que já no próximo ano, os parâmetros para a atribuição do Prémio Produtor Excelente serão alterados, com a inclusão dos parâmetros de matéria gorda e proteica nos valores base de 3.7 e 3.2 de média anual. O objetivo é fazer com que o prémio fique mais competitivo para que continue a ser estimulante para os produtores receberem esse galardão.

Falando para quase um milhar de produtores, o presidente da AJAM voltou a destacar que o modelo agropecuário dos Açores é um modelo de pastoreio sustentável que não põe em causa o ambiente, muito pelo contrário, contribui para um melhor ordenamento do território, sendo que é o grande responsável pela beleza paisagística que tanto tem atraído muitos visitantes, potenciando outro setor de atividade, o Turismo, que agora emerge e que tem condições de estar lado a lado com a agropecuária e nomeadamente a bovinicultura de leite. Foi nesse sentido que foi criada a rota do leite pela Confraria do Leite dos Açores, em quem a Associação dos Jovens Agricultores Micaelenses se associou com a sua exploração a ficar referenciada como um dos pontos de interesse da rota, dando a oportunidade a quem nos visita de ver o maneio com os animais e com o produto final que é o leite”.

César Pacheco aproveitou ainda para falar sobre a produção que, em vinte anos a produção de leite duplicou e os indicadores são para continuar a crescer, dados que considera que devem ser encarados por toda a fileira como um resultado positivo, “tem de haver a responsabilidade de todos numa união de esforços para se conseguir colocar nos mercados esse crescimento da produção, criando valor direto e indireto para a nossa região”.

Travar o crescimento da produção seria um erro, na sua opinião, apesar de haver indústrias que o fazem.

O dirigente associativo considera que se deve continuar a investir na agricultura, de forma estruturante, para cada vez mais colocar todos os produtores em condições de igualdade reduzindo assimetrias melhorando a redução com custos de produção.

César Pacheco não esqueceu o problema vivido este ano, devido à seca, situação que veio alertar o sector para a vulnerabilidade das reservas de água em períodos longos de falta de chuva. É preciso encontrar soluções para que no futuro, aquando de situações semelhantes não venha acontecer o mesmo ou mais situações mais dramáticas. A água deve ser um dos principais investimentos da região, sendo que as autarquias com responsabilidades na matéria devem rever as suas capacidades de abastecimento, pensando até numa rede de abastecimento de água agrícola”.

Da parte do Governo Regional o presidente da AJAM disse esperar a apresentação do programa Jovem Agricultor que está a ser elaborado, que possam trazer uma série de medidas para melhorar a instalação de Jovens Agricultores, contribuindo sempre para um rejuvenescimento do tecido empresarial agrícola.

César Pacheco aproveitou ainda oportunidade para realçar que, numa altura em que se está a negociar o próximo orçamento da PAC, será necessária uma boa proposta para a região para continuar com o investimento nas explorações, para que não se perca o balanço da especialização, modernização e eficiência do setor.

Recorde-se que o brinde entregue aos premiados, este ano, foi um protótipo de um queijo que é o melhor produto que se pode fazer com o leite. “É o produto mais nobre dos lacticínios, e que talvez seja a imagem de marca da nossa região enquanto produtora de leite, recordou o dirigente.

“Associada a uma paisagem única no mundo era importante que se conseguisse tirar uma maior valorização dessa associação, para com isso melhorar o rendimento aos produtores, que anseiam por um melhor preço do leite, pois pode haver muito leite de pastagem pelo mundo, mas dos Açores é só o nosso, disse César Pacheco.

Após a cerimónia de entrega dos prémios, houve lugar para o convívio com os premiados e convidados.

Numa segundo momento, teve lugar um leilão de novilhas, com novilhas de alta genética proveniente da Cooperativa de Juventude Agrícola.

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